...e os sonhos? eram só sonhos...e a vida? a vida continua... e eu? eu sobrevivi...
...obrigada por afagar, com seu olhar e seu carinho meus escritos...

terça-feira, 27 de março de 2018

...e a noite se fez saudade tua...





...e a noite se fez lua,
se fez saudade tua...

No coração a cicatriz
do que foi,
o sentimento de ida,
na garganta o nó,
na face a lágrima sentida...
No espelho a imagem retraída
em sonhos do passado perdida,
no corpo, na alma
pedaços de vida...
Na boca o sabor amargo
que trava e angustia,
o gosto de fel do desamor...

...e a noite se fez lua,
se fez saudade tua,

nessas longas e insanas noites
em que venho tentando
me esconder da dor
enquanto penso em ti,
em nós,
meu coração bate mais forte
e, em minha insanidade
tenho a ilusão,
a fantasia
de que possas ainda,
mesmo que distante,
ouvir minha alma...

...e a noite se fez lua,
se fez saudade tua,
                          nesta madrugada que não é nada,
                          neste alvorecer que nasce vazio...
(ania)

quarta-feira, 14 de março de 2018

Oferenda...





...essas flores que tu não vês
e que florescem em mim,
são poemas que tu não lês
mas que te ofereço, mesmo assim...
(ania)



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Ecos da solidão...






...e quando com teus silêncios
minh'alma decorei

(e foram tantos e tão doridos
e tão profundos os teus silêncios)

que de brumas e breus me vesti
e em nostalgias então, me recolhi...

...e a solidão ecoou, ressou, gritou
e em mil sons, explodiu em mim...

...e foi então que em prantos,
mágoa e desespero constatei
que apesar da tua indiferença,
do teu cruel desprezo
ainda assim,
de ti não esqueci...
(ania)



terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Breu...





As delicadezas flutuavam de tua boca
e as promessas eram tantas
em teus gestos, em teus versos...

E foi nesse querer, e foi nesse prazer
que em cegueira me envolvi e no breu
não vi das palavras o real sentido...

...e por amor, nas entrelinhas
me emaranhei e me confundi,

                       e de mim então, me perdi...
(ania)



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Agonia...






...e quando o silêncio espalhaste
pelos meus caminhos, a lágrima brotou,
em rios se transformou, rumo ao mar, escoou...

E o meu riso em mil fragmentos
espalhados pelo chão, se partiu,
de imediato se extinguiu...

E a agonia foi tanta que prá teu espanto,
meu incauto coração se calou,
e na dor, petrificou...

...e a poesia que floria em mim,
ninguém nunca mais viu,
nem nunca mais ouviu...
(ania)


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Todas as manhãs...




Todas as manhãs,
vestida de poesia,
ela trilha estradas
a procura de sorrisos,
de mãos, de acenos
e sonha...

Todas as manhãs,
ela em pensamentos,
em esperanças se envolve
e devaneia...
Cria asas, voa,
flutua...

Todas as noites,
ela sepulta os sonhos
e adormece a chorar,
mas todas as manhãs,
ela, novamente,
volta a sonhar...
(ania)

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Promessas...





Os dias eram lânguidos
e prometiam ternuras,
gestos, afagos,
mas vieram as chuvas
e as chuvas levaram
as delicadezas prometidas...

Hoje faz sol...

Porém, nada mais faz sentido
na aridez dos meus dias
sem você...
(ania)



terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ausência...




...e o tempo se esvai
como areia ao vento,
como espumas no mar...

...e as lágrimas escorrem
pela face marcada
pelo desamor...

...e a distância do teu olhar
anoitece saudades,
parindo solidão e dor...

...e a tua ausência
           é presença constante em mim...
(ania)




sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Lembranças...





Ao lembrar do teu sorriso,
dos teus olhos,
nasce um verso em mim...

Um verso que baila
como borboleta,
pousando na pétala macia...

Um verso que flutua
e voa pelos céus...

Um verso que mesmo
além montanhas,
na leveza da brisa,
te traz prá mim...
(ania)


sábado, 15 de julho de 2017

Solidão...





Sou como um barco solitário,
as águas a singrar,
perdido, a esmo, a marear....

...e a solidão povoa meus dias
nem Beethoven, na vitrola a tocar,
consegue  tua ausência, disfarçar...

Sou como um barco à deriva,
os mares a cruzar,
abandonado, sem rumo, a vagar...
(ania)

Obrigada pela linda e sensível interação  poeta Armando A. C. Garcia, amei!!!

A vagar levo a vida
Oscilando sem rumo
Ao sabor do vento
Ao sabor das ondas do mar
A solidão, povoa a mente de sonhos...
- Sem vento, o veleiro parou !
Armando A. C. Garcia SP 28-07-2017



terça-feira, 4 de julho de 2017

Meu toque...




Sempre que o meu pensamento,
por entre rios e montanhas,
em sonhos te toca,
uma estrela pelo céu rodopia...

então, amor...olha para o céu
sempre que uma estrelinha dançar,
sou eu a te afagar,
sou eu, por ti, a suspirar...
(ania)



quinta-feira, 8 de junho de 2017

Insana noite...






Insana noite onde as palavras ficaram
dançando e explodindo
em mim...

Insana noite onde as palavras decretaram
a tua ausência
                e do nosso amor, o fim!
(ania)



terça-feira, 9 de maio de 2017

Aos poucos, desaprendi...





Talvez, por ter nascido assim
povoada por carências,
e tão dentro de mim reclusa,
ao te ver e conhecer
me aturdi, me confundi...

Talvez por ter nascido assim
e por esperar demais
me deixei fantasiar, sonhar
e quando os silêncios foram tantos,
me perdi e caí...

Talvez por ter nascido assim,
me deixei pelos medos atordoar
e em mil teias emaranhadas
em agonia e desespero
colidi, me contundi...

Talvez por divagar com quimeras
e meus olhos não acordarem
no almejado conto de fadas
meu diminuto sorriso
não mais brandi...
               aos poucos, desaprendi!
(ania)