...e os sonhos? eram só sonhos...e a vida? a vida continua... e eu? eu sobrevivi...
...obrigada por afagar, com seu olhar e seu carinho meus escritos...

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Faz tanto tempo...






Faz tanto tempo
que a canção não mais entoou,
porque não ficou,
porque calou?


...e o meu sorriso, porque levou?
(ania)




sexta-feira, 7 de outubro de 2016

...louco vendaval...







Ando com meu pensamento agitado,
meio disperso, um pouco alienado,
como que sacudido por um louco vento...

...os versos, não saem a contento...
(ania)





domingo, 25 de setembro de 2016

Poesia inacabada, silenciada...





Meus gestos e palavras
são só silencios,
são sombras que te seguem,
mas não se anunciam...
Os versos que componho
são mudos,
são letras amontoadas,
são rimas presas na garganta
são segredos meus,
desmedidos,
de ti escondidos,
carimbados por tua ausência
e minha carência...

Meus gestos e palavras
são só silêncios

são poesia inacabada,

        prá sempre, silenciada!
(ania)




terça-feira, 13 de setembro de 2016

Faz tanto tempo...




Faz tanto tempo
que a canção não mais entoou,
porque não ficou,
porque calou?


...e o meu sorriso, porque levou?
(ania)




quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Imutável...




Avançam os dias nos ponteiros
implacáveis do tempo
e a vida vai seguindo vazia,
sem rumo, sem nexo...
Marchando acompanhada de antigos,
velhos fantasmas, ranços
de um passado desditoso, dorido,
preenchendo o vazio
desse isolamento em mim,
como se séculos, antes impenetráveis,
agora se descerrassem
e me envolvessem em suas teias...
Não há uma lasca de luz,
nem o sussurrar distante de algum córrego,
nem qualquer vestígio de sons de pássaros
a trinar pelos céus...
Nada mais há...só esse seguir
por longos corredores sombrios,
num silêncio cada vez mais profundo...
Cada vez mais certo,
imutável...
                 definitivo!
(ania)

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

...quantas vezes ainda?




Será que mais alguém sente
essa dor dormente
ou só a mim pertence
essa sina
que me desatina
me amofina?

Quantas vezes ainda
essa dor infinda
será que nunca finda
essa saudade que dói
que o peito rói
e a alma destrói?

quantas vezes mais a alma destroçada
em frangalhos rasgada
em pedaços costurada...
sempre puida
quase destruida
e novamente cerzida?

quantas vezes mais esse desfio
até não sobrar mais fio
sobre fio?

Insano desafio...

...rasgos em mim,
me faz assim:

                 alma e traços
                 em pedaços,

mas sem fim!
(ania)



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Nada mais será...





Não serei mais poesia nascente
em versos a atrair
nem magia iridescente
em musa a seduzir...

Não serei mais flor latente
em jardins a florir
nem vento dormente
pelos campos a fluir...


Não serei e tudo secará
e nada mais será...


Ficarei assim indolente
calada a definhar
feito semente
que esqueceu de germinar...
(ania)


terça-feira, 26 de julho de 2016

De onde chegam esses ventos...




De onde chegam esses ventos
que só trazem essa eternidade vazia
que me mete medo e enlouquece
com essa tua ausência
que não cabe em mim...

De onde chegam esses ventos
trazendo tormentos e angustias
e esse maldito partir do tempo
que escorre pelas sombras
e que se extingue em mim...

De onde chegam esses ventos
varrendo e açoitando madrugadas
a se ocultar no nada
dessas sombrias e insanas noites
que não adormecem em mim...

Por onde andaram esses ventos
que aqui chegaram exauridos,
sem nada...nada de você
prá regar essa teimosa flor,
que ainda floresce em mim!
(ania)




terça-feira, 28 de junho de 2016

Inquietude...





Inquietude...

Meu verso inquieto,
em sonhos, a madrugada rondou,
por entre nuvens flutuou,
com as estrelas sussurrou,
se encantou...sonhou...
Meu verso inquieto voou,
por entre rios e montanhas bailou...
Milhas de distâncias rodopiou,
e então, chegou...
Tua janela adentrou,
tua face afagou
prá ti, baixinho, cantou,
teu sono velou...

Meu verso inquieto,
por fim, serenou...
(ania)



terça-feira, 7 de junho de 2016

Teu nome...




Em versos,
em pensamentos e sonhos
em lembranças
e na saudade que me consome,
teu nome
ainda flutua por aqui...
(ania)



sexta-feira, 13 de maio de 2016

...e aqui estou eu agora...






...e aqui estou eu agora
consumindo meu tempo
em lembranças,
pensamentos e sonhos,
esperanças e mágoas,
como se houvesse uma ordem,
conspirando,
instando-me a divagar,
seguindo com os olhos
o caminho que se perde
além montanhas...

...e aqui estou eu agora,
apesar da lágrima na face,
tentando ser forte,
encarando os dias solitários
e cinzas que se estendem,
imensuráveis a minha frente...

...e aqui estou eu agora
tentando refazer meus passos
procurando romper
essa linha invizível,
mas ainda tão forte
que me liga a você!
(ania)



sexta-feira, 18 de março de 2016

...decifrando...






Decifro teus poemas
tentando te desvendar
não sei se neles encontro
do coração o rufar
ou tão somente
a restia de um olhar...

Decifro teus poemas
na esperança, de neles, me encontrar...
(ania)


quarta-feira, 2 de março de 2016

Uma só pétala...






Das rosas que ora colho
no jardim da emoção
envio-te uma pétala
mais, não...
Bastará para que saibas
o que me vai pelo coração...

Uma pétala só e saberás
do meu amor, a imensidão...
(ania)