...e os sonhos? eram só sonhos...e a vida? a vida continua... e eu? eu sobrevivi...
...obrigada por afagar, com seu olhar e seu carinho meus escritos...

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Procure-me e descobrirás...







Tu nunca me encontrarás
nas coisas fúteis, supérfluas,
frívolas e banais...
Sou tão mais profunda,
tão mais intensa, apaixonada,
ardente...tão mais essência...

Procure-me então,
entre as coisas tangíveis,
delicadas, sensíveis,
entre as coisas agradáveis
amáveis, lá faço morada,
lá sim, é meu lugar...

E quando me encontrares, verás
que sou feita de simplicidades,
de doçuras, levezas, afagos,
que as coisas torpes, desprezíveis,
não moram em mim, sou transparente,
feita de verdades, autêntica, real...

Então, diga sim para o céu,
estarei aqui, diga sim prá mim,
deixe que teu medo desapareça,
pois descobrirás que minha alma
é acalanto, é ternura, é cantiga,
é alma pura, daquelas antigas!
(ania)



quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Teus poemas...






Seguindo teus poemas,
verso a verso,
palavra por palavra,
meus pensamentos vagam soltos
nas asas da incerteza...

No oculto das entrelinhas
que me enfeitiçam,
mas que também dilaceram,
busco a eternidade do teu sentir,
com medo de nada achar...

Através dos teus poemas,
desde sempre, incessantemente,
sigo tuas pegadas
na esperança de um dia,
neles, ainda me encontrar!
(ania)

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Me leva...






Me leva em teus voos,
em teus devaneios,
em tuas fantasias,
em tuas poesias, me leva...

Me envolva em teus braços,
me toque...me seduza,
me beije...
Me faça tocar a lua,
me faça contigo levitar...

Me leva,
me cubra de magia
E não me deixe, por favor,
do sonho acordar...
(ania)




sábado, 28 de julho de 2018

Versos e solidão...






Versos e solidão...

Queria que chegasses em versos
e não na aridez
das minhas mãos vazias
e do teu trancafiado coração...

Queria que viesses em versos
e te transformasses em poesia
e não em solidão...
(ania)



segunda-feira, 25 de junho de 2018

Imensurável amor...






Enquanto o mar tece rendas pela areia,
meus olhos derramam saudades
na clausura das horas dessa solidão,
nas frias e lentas madrugadas...

Lentas madrugadas onde nada acontece
e nada mais existe, além dessa saudade tua...

Dolorida saudade tua...e como dói te perder...
e como te amei, e como ainda te amo...

...em mim, nada mais há, além desse amor,
imensurável amor que transcende o tempo...
(ania)


terça-feira, 29 de maio de 2018

Avessos...





Em avessos me fiz, fios e fios desfiei
e prá ti, só pra ti, me doei...

Foi tanto de mim...tanto, tanto...

E foi tal o descaso que portas tranquei
e num casulo me enrodilhei...

...e ali em silêncio, fiquei...

E nem tentei, os fios juntar
e nem tentei me reconstruir,

e nem tentei me resgatar...
(ania)




terça-feira, 27 de março de 2018

...e a noite se fez saudade tua...





...e a noite se fez lua,
se fez saudade tua...

No coração a cicatriz
do que foi,
o sentimento de ida,
na garganta o nó,
na face a lágrima sentida...
No espelho a imagem retraída
em sonhos do passado perdida,
no corpo, na alma
pedaços de vida...
Na boca o sabor amargo
que trava e angustia,
o gosto de fel do desamor...

...e a noite se fez lua,
se fez saudade tua,

nessas longas e insanas noites
em que venho tentando
me esconder da dor
enquanto penso em ti,
em nós,
meu coração bate mais forte
e, em minha insanidade
tenho a ilusão,
a fantasia
de que possas ainda,
mesmo que distante,
ouvir minha alma...

...e a noite se fez lua,
se fez saudade tua,
                          nesta madrugada que não é nada,
                          neste alvorecer que nasce vazio...
(ania)

quarta-feira, 14 de março de 2018

Oferenda...





...essas flores que tu não vês
e que florescem em mim,
são poemas que tu não lês
mas que te ofereço, mesmo assim...
(ania)



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Ecos da solidão...






...e quando com teus silêncios
minh'alma decorei

(e foram tantos e tão doridos
e tão profundos os teus silêncios)

que de brumas e breus me vesti
e em nostalgias então, me recolhi...

...e a solidão ecoou, ressou, gritou
e em mil sons, explodiu em mim...

...e foi então que em prantos,
mágoa e desespero constatei
que apesar da tua indiferença,
do teu cruel desprezo
ainda assim,
de ti não esqueci...
(ania)



terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Breu...





As delicadezas flutuavam de tua boca
e as promessas eram tantas
em teus gestos, em teus versos...

E foi nesse querer, e foi nesse prazer
que em cegueira me envolvi e no breu
não vi das palavras o real sentido...

...e por amor, nas entrelinhas
me emaranhei e me confundi,

                       e de mim então, me perdi...
(ania)



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Agonia...






...e quando o silêncio espalhaste
pelos meus caminhos, a lágrima brotou,
em rios se transformou, rumo ao mar, escoou...

E o meu riso em mil fragmentos
espalhados pelo chão, se partiu,
de imediato se extinguiu...

E a agonia foi tanta que prá teu espanto,
meu incauto coração se calou,
e na dor, petrificou...

...e a poesia que floria em mim,
ninguém nunca mais viu,
nem nunca mais ouviu...
(ania)


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Todas as manhãs...




Todas as manhãs,
vestida de poesia,
ela trilha estradas
a procura de sorrisos,
de mãos, de acenos
e sonha...

Todas as manhãs,
ela em pensamentos,
em esperanças se envolve
e devaneia...
Cria asas, voa,
flutua...

Todas as noites,
ela sepulta os sonhos
e adormece a chorar,
mas todas as manhãs,
ela, novamente,
volta a sonhar...
(ania)

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Promessas...





Os dias eram lânguidos
e prometiam ternuras,
gestos, afagos,
mas vieram as chuvas
e as chuvas levaram
as delicadezas prometidas...

Hoje faz sol...

Porém, nada mais faz sentido
na aridez dos meus dias
sem você...
(ania)