...e os sonhos? eram só sonhos...e a vida? a vida continua... e eu? eu sobrevivi...
...obrigada por afagar, com seu olhar e seu carinho meus escritos...

sábado, 15 de julho de 2017

Solidão...





Sou como um barco solitário,
as águas a singrar,
perdido, a esmo, a marear....

...e a solidão povoa meus dias
nem Beethoven, na vitrola a tocar,
consegue  tua ausência, disfarçar...

Sou como um barco à deriva,
os mares a cruzar,
abandonado, sem rumo, a vagar...
(ania)


terça-feira, 4 de julho de 2017

Meu toque...




Sempre que o meu pensamento,
por entre rios e montanhas,
em sonhos te toca,
uma estrela pelo céu rodopia...

então, amor...olha para o céu
sempre que uma estrelinha dançar,
sou eu a te afagar,
sou eu, por ti, a suspirar...
(ania)



quinta-feira, 8 de junho de 2017

Insana noite...






Insana noite onde as palavras ficaram
dançando e explodindo
em mim...

Insana noite onde as palavras decretaram
a tua ausência
                e do nosso amor, o fim!
(ania)



terça-feira, 9 de maio de 2017

Aos poucos, desaprendi...





Talvez, por ter nascido assim
povoada por carências,
e tão dentro de mim reclusa,
ao te ver e conhecer
me aturdi, me confundi...

Talvez por ter nascido assim
e por esperar demais
me deixei fantasiar, sonhar
e quando os silêncios foram tantos,
me perdi e caí...

Talvez por ter nascido assim,
me deixei pelos medos atordoar
e em mil teias emaranhadas
em agonia e desespero
colidi, me contundi...

Talvez por divagar com quimeras
e meus olhos não acordarem
no almejado conto de fadas
meu diminuto sorriso
não mais brandi...
               aos poucos, desaprendi!
(ania)




terça-feira, 18 de abril de 2017

Explosão da dor...







...e rompe-se o silêncio
e a mordaça se rasga,
se parte, despedaça
em mil fragmentos...

...e a dor explode
em mil gritos alucinados,
não mais abafados
em prantos escondidos...

...e o choro eclode
e aos turbilhões
verte, desagua
como cascata incontrolável...

...e o coração sangra
ferido, debilitado
trêmulo ofega,
pulsando ainda por ti...
(ania)


quinta-feira, 23 de março de 2017

Profecia...




Mesmo que regras e princípios,
mesmo que motivos e desculpas
não convençam ninguém, nem a mim,
eu volto porque foi redigido
talvez a milênios, profetizado assim...

Volto porque a escuridão me assusta
e a tempestade se avizinha
então retorno sobre mim,
porque foi sacramentado
e há séculos, profetizado assim...


Volto, mesmo com todo o cansaço
que me aniquila e desatina,
porque não sei viver sem ti, sem mim,
porque isso foi escrito
e há cem mil anos, profetizado assim...
(ania)



terça-feira, 7 de março de 2017

Desde sempre...





Desde sempre,
no passar das horas e dias,
no escorrer do tempo,
escrevo na noite
poemas que choram e gritam
como a tempestade que ruge lá fora
e que brada e ecoa dentro de mim...
Desde sempre,
no tanger das horas e dias,
escrevo prá ti poemas
inebriados de saudade,
embriagados de dor...
Desde sempre,
com teu sorriso na memória,
choro com o vento
que embaralha meus pensamentos,
atordoando meus sentidos...
Desde sempre,
como fantasma assombrado,
escrevo em desespero
poemas tantos,
presos,
trancafiados em mim,
ignorados por ti...
(ania)


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Triste assim...





...as palavras fogem dispersas
e as rimas, ariscas, se escondem
nas esquinas sombrias do desencanto

...e os poemas não mais amanhecem em mim...
(ania)


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Doido festim...






Madrugada...nuvens de chumbo cobrem a lua
feito negro cetim...

...e a brisa para e na memória acentua
lembranças que irrompem feito estopim
que incendeia, que explode, flutua
e envolve em frenesim...

...e o ar fica denso...tumultua
trazendo teu cheiro, tua imagem num doido festim
que entranha na pele e na pele se perpetua...

...e a madrugada se arrasta numa quietude sem fim
lenta, morna, nua
como indolente querubim...

...tudo dorme, só não dorme essa saudade tua,
sempre tão presente em mim...
(ania)



terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Injusto deserto...





Nesse injusto deserto
onde não há  flor, nem cor
meu pensamento transborda
e tudo me fala de ti...

Nesse injusto deserto
não há brisa, nem toque
nem reflorir dos sonhos
que já foram imensidão...

Nesse injusto deserto
nessas horas longas
queria adormecer a saudade
e voltar a sorrir...
(ania)


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Faz tanto tempo...






Faz tanto tempo
que a canção não mais entoou,
porque não ficou,
porque calou?


...e o meu sorriso, porque levou?
(ania)




sexta-feira, 7 de outubro de 2016

...louco vendaval...







Ando com meu pensamento agitado,
meio disperso, um pouco alienado,
como que sacudido por um louco vento...

...os versos, não saem a contento...
(ania)





domingo, 25 de setembro de 2016

Poesia inacabada, silenciada...





Meus gestos e palavras
são só silencios,
são sombras que te seguem,
mas não se anunciam...
Os versos que componho
são mudos,
são letras amontoadas,
são rimas presas na garganta
são segredos meus,
desmedidos,
de ti escondidos,
carimbados por tua ausência
e minha carência...

Meus gestos e palavras
são só silêncios

são poesia inacabada,

        prá sempre, silenciada!
(ania)